terça-feira, 30 de dezembro de 2008


"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."

Mário Quintana

E está chegando 2009...tim-tim

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


Não te deixes destruir... Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. Cora Coralina

terça-feira, 23 de dezembro de 2008


...Tempo de sonhar...renovar a fé e acreditar que tudo é possível...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


Chega um dia em que já não importa que tudo fique assim. num alpendre de cal sobre uma ravina. por um transtorno do pensamento. tonto. tanto. de tanto que se pensa. e não se diz. e não se faz. monólogos em círculos rápidos. incisivos. espasmódicos. e a invisibilidade das brechas. quando o pensamento não acompanha o passo. o pensamento largo e o passo curto. o espaço entre. a distância volúvel na travessia do medo. a percepção do outro em dimensões absurdas. como se alguém pudesse ser asa plana. ou luz própria de um clarão definitivo. o desacerto a ser só uma breve pausa no cume da respiração. tão imperceptível que só o ar a sustenta. enquanto se força a compreensão e derrete o gelo. e depois a vida. exposta a três dimensões. e eu plana e líquida. a encolher-me para me descolar. mas a vida é uma ravina onde escorrego e me desminto. e assim me adentro como personagem de um filme dramático. ainda tento a reconstituição de um deslumbre. as pequenas e as grandes cenas. nesta minha propensão para desfazer brumas e conspirar cenários. depois subtraio-me à ilusão e fico-me pelo movimento lentíssimo que desenha o dia a preto e branco.
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Maria José Quintela.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Achei uma matéria no site Bolsa de Mulher sobre um astrólogo, Shelley von Strunckel, de Londres, que realizava 'degustações astrológicas'. Muito interessante...confiram e divirtam-se!

Áries (20/03 a 20/04):
é chegado aos sabores pungentes, picantes e, assim, um Gewurztraminer da Alsácia seria a escolha ideal.

Touro (21/04 a 20/05):
gosta de sabores doces. Logo um Sauternes, um Tokay ou um alemão Trockenbeerenauslese.

Gêmeos (21/05 a 20/06):
fica com os vinhos mais vivos, ácidos e gelados. Para ele, um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia.

Câncer (21/06 a 21/07):
prefere vinhos mais suaves, até aguados, diluídos, como o baratíssimo Liebfraumilch.

Leão (22/07 a 22/08):
adora sabores muito ricos, apetitosos, como os de um Madeira Sercial.

Virgem (23/08 a 22/09):
insiste em paladares e aromas simples e descomplicados, como os de um Chablis, sem carvalho.

Libra (23/09 a 22/10):
gosta dos sabores clássicos, sutis, equilibrados, como os de um Bordeaux de primeira linha.

Escorpião (23/10 a 21/11):
é ligado a gostos intensos e extremos, como os de um Nero D’Avola siciliano ou um Muscat late harvest australiano.

Sagitário (22/11 a 21/12):
gosta de sabores bem fragrantes e picantes. Para ele, portanto, um blend de Cabernet e Shiraz, típico dos vinhos australianos.

Capricórnio (22/12 a 21/01):
busca por sabores amargos, azedos mesmo, e por isso não se importaria com um vinho atacado pela “doença da rolha” ou até já avinagrado – rejeitado em qualquer restaurante.

Aquário (21/01 a 18/02):
opta por sabores adstringentes e um tanto salgados. Ficaria num Jerez (sherry) com toques salobres, picantes, travosos, como os de um Manzanilla.

Peixes (19/02 a 19/03):
“gosta de álcool em geral”, afirma o astrólogo. Bebe de tudo, destilados e fermentados, sem preferências. E bebe bem: uma dose só não chega.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


Foram-se os amores que tive
ou me tiveram:
partiram
num cortejo silencioso e iluminado.
O tempo me ensinou
a não acreditar demais na morte
nem dsistir da vida:cultivo
alegrias num jardim
onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e seus segredos.
E a esperança - que rebrilha
como pedrinhas de cor entre as raízes.

Lya Luft

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Pra ter argumento

Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei...

Num dia azul de verão sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo

Recordo um amor que perdi, ele ri
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei...

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro, sozinhos...

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto...
Que ele adormece as paixões
Eu desperto...

E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer..."

Nana Caymmi